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Noticias de Israel 

Forças aéreas de Israel e EUA realizarão manobra conjunta

Jerusalém, 20 out (EFE).- Israel e Estados Unidos iniciam amanhã grandes manobras conjuntas de suas forças aéreas, na quais simularão ataques com mísseis ao Estado judeu e sua detecção em voo através da homologação de seus radares.

O exercício terá a participação do Comando Europeu dos Estados Unidos (Eucom) e do Exército israelense, e durará até 5 de novembro, destaca um comunicado das Forças Armadas de Israel.

Esse é o quinto exercício deste tipo que é realizado a cada dois anos e cujos preparativos começaram há meio ano.

A simulação colocará em prova o sistema Arrow (Hetz) para a interceptação de mísseis, o THAAD (sistema de defesa aérea a grande altitude), uma fragata com o sistema de defesa Aegis, assim como os sistemas antiaéreos Patriot e Hawk, segundo a imprensa local.

Mil efetivos da Eucom e um número semelhante de forças do Exército israelense participarão dos exercícios, assim como um pequeno número de membros das forças do Exército dos EUA na Europa.

O jornal israelense "Yedioth Ahronoth" diz que, durante as manobras, haverá a simulação do lançamento de mísseis de longo alcance de países como Irã, Síria e Líbano, e a realização de um teste de interceptação "ao vivo" de um desses foguetes.

O Governo israelense notificou os países vizinhos sobre as manobras, enquanto o Exército adverte, no comunicado, que "o exercício não é em resposta a nenhum fato em nível mundial

Abbas convoca eleições palestinas para janeiro

CAIRO, Egito, 21 Out 2009 (AFP) - O presidente palestino, Mahmud Abbas, anunciou nesta terça-feira, no Cairo, que no próximo domingo convocará eleições para o dia 24 de janeiro, mas admitiu modificar a data em caso de acordo com o movimento Hamas.

"Publicarei (...) no dia 25 de outubro um decreto presidencial que fixará para 24 de janeiro a data das eleições", disse Abbas, citado pela agência oficial egípcia Mena.

O presidente da Autoridade Palestina, cujo mandato expirou no início de 2009, admitiu que o decreto poderá  ser anulado caso haja um acordo com o Hamas.

"Se o Hamas firmar o acordo, farei outro decreto para a realização de eleições no dia 28 de junho", data sugerida pelo Egito no projeto para a reconciliação dos palestinos.

Abbas destacou seu apoio ao Egito nos esforços visando à reconciliação palestina e atribuiu ao Hamas o impasse atual.

Ao final de uma reunião com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, o líder palestino declarou que seu partido, o Fatah, "apoia totalmente a proposta egípcia" para uma aproximação, e acusou o Hamas de "bloquear a reconciliação". 

O projeto egípcio sugere a realização de eleições legislativas e presidenciais palestinas em meados de 2010, estipula a reestruturação das forças de segurança, sob a supervisão do Egito, e prevê a libertação dos prisioneiros dos dois lados na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

A unidade dos palestinos é considerada crucial para a retomada das negociações de paz com Israel. 

Conselho de Direitos Humanos aprova relatório que condena Israel e Hamas

Marta Hurtado.

Genebra, 16 out (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou hoje um relatório que condena Israel e o movimento islâmico Hamas por terem cometido crimes de guerra durante a ofensiva israelense do ano passado no território ocupado da Faixa de Gaza.

Dos 47 países que formam o órgão das Nações Unidas, 25 apoiaram a resolução sobre o Relatório Goldstone, 6 a rejeitaram, 11 se abstiveram e 5 não votaram.

Só os países islâmicos, africanos e não-alinhados deram um sim unânime ao texto, que contou também com o apoio de alguns países latino-americanos, enquanto os europeus votaram divididos.

Os patrocinadores do texto só conseguiram 25 apoios para uma resolução que solicita que se cumpram as recomendações da missão investigadora da ONU sobre o acontecido na ofensiva israelense em Gaza, em dezembro e janeiro passados.

Tal missão foi liderada pelo famoso juiz sul-africano Richard Goldstone que concluiu que tanto Israel como o Hamas tinham cometido crimes de guerra em um conflito que provocou a morte de 1.400 palestinos e de 10 israelenses.

A resolução também condena Israel por não colaborar com essa investigação e estabelece que, se Israel e Hamas não abrirem investigações críveis sobre esses crimes daqui a seis meses, o assunto deve ser levado ao Conselho de Segurança da ONU.

Este último, por sua vez, deverá decidir se leva o caso ao promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Além disso, a resolução estabelece que a Assembleia Geral da ONU, seu secretário-geral, Ban Ki-moon, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, velem para que as recomendações sejam aplicadas.

A Organização de Países Islâmicos, patrocinadora do texto, incluiu no último momento uma modificação para que a resolução fosse mais ampla e buscasse que todas as violações de direitos humanos - e não só as cometidas por Israel - sejam perseguidas e julgadas, um gesto que apresentaram como mostra de flexibilidade de sua parte.

Votaram a favor do texto os membros do Conselho que fazem parte da Organização da Conferência Islâmica, do Movimento dos Não-Alinhados, do Grupo Africano, do Grupo Árabe e do Movimento dos Não-Alinhados.

Israel e Estados Unidos a rejeitaram taxativamente, por considerá-la desequilibrada, anti-israelense e prejudicial para o processo de paz no Oriente Médio.

Estes argumentos foram rechaçados pelos patrocinadores da resolução que, parafraseando o juiz Goldstone, sustentaram que "não haverá paz sem justiça".

"A resolução não condena Israel nem o Hamas, mas defende o direito internacional humanitário e busca que todos os assassinos, sejam do lugar que sejam, não fiquem fora (do alcance) da justiça, nem impunes", justificou o embaixador palestino, Ibrahim Khreishe.

Este argumento convenceu em parte os países latino-americanos membros do Conselho, mas não os europeus, que se mostraram mais uma vez divididos e ambivalentes.

Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Nicarágua votaram a favor, enquanto México e Uruguai se abstiveram.

No entanto, os latino-americanos que apoiaram a resolução deixaram claro que esperam que as partes realizem pesquisas internas antes que o assunto seja transferido para os diferentes órgãos das Nações Unidas.

Dos europeus se abstiveram Bélgica, Noruega e Eslovênia; e se opuseram Eslováquia, Holanda, Hungria e Itália.

França e Grã-Bretanha, que tinham pedido mais tempo para poder decidir seu voto, preferiram não votar.

Ambos os países são membros do Conselho de Segurança da ONU, aonde eventualmente poderia chegar o pedido de solicitar ao TPI que averigue o que aconteceu na ofensiva de Gaza. 

Rabino pede que Senado evite visita de Ahmadinejad ao Brasil

Brasília, 20 out (EFE).- O grão rabino Asquenazi de Israel, Yona Metzger, fez hoje uma visita ao Senado, e pediu que a Casa intervenha para evitar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, receba o líder de Estado do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em uma visita ao Brasil.

O religioso israelense apresentou ao presidente do Senado, José Sarney, a "preocupação" da nação judaica pelo fato de o presidente Lula estar disposto a receber Ahmadinejad, em uma visita prevista para o dia 23 de novembro.

"Falei da dor que sentimos, pois para nós é muito triste saber que o Brasil vai receber um homem que disse publicamente que quer destruir nosso país", disse aos jornalistas.

Metzger afirmou ainda que, "após negar o Holocausto, que há 65 anos matou seis milhões de judeus, (Ahmadinejad) quer matar outros seis milhões dentro do Estado de Israel".

O rabino explicou que não se tratava de um pedido oficial ao Senado, mas de "expressar o doloroso sentimento do povo judeu" diante da visita do presidente iraniano ao Brasil.

"Seria importante se o presidente Lula postergasse essa visita, pelo menos até que o presidente do Irã mude sua ideia" sobre Israel, disse o religioso, que assegurou que "um gesto" nessa direção seria "recebido com admiração e apoio em todo o mundo".

Além de Ahmadinejad, Lula também deve receber uma visita do presidente de Israel, Shimon Peres, em novembro.

A visita do presidente iraniano estava marcada para maio, em uma viagem que também incluía Equador e Venezuela, mas acabou sendo cancelada devido a "compromissos internos". 

Série televisiva turca provoca forte tensão entre Turquia e Israel

ANCARA, Turquia, 15 Out 2009 (AFP) - Uma série de televisão turca que mostra crianças palestinas sendo mortas pelo exército israelense, gerou fortes tensões entre Israel e Turquia.

"Israel não pode aceitar incitações ao ódio contra seu Estado e seus soldados. Incitações que podem levar a atentados contra os vários turistas judeus e israelenses que viajam para a Turquia", declarou nesta quinta-feira um porta-voz do ministro das Relações Exteriores israelense.

A declaração foi feita depois que o ministro das Relações Exteriores de Israel Avigdor Lieberman recebeu o adido comercial turco em Tel Aviv, na ausência do embaixador, que ainda não assumiu suas funções.

Na última terça-feira, o canal de televisão turco TRT 1 veiculou, em um período de grande audiência, um episódio de uma série na qual crianças palestinas aparecem atirando pedras contra soldados israelenses, que respondem com tiros, matando algumas delas.

O objetivo da série, cuja audiência ainda é pequena, é lembrar "as feridas sangrentas da Palestina e uma tragédia que afeta várias gerações", alegam os donos do canal.

Para Israel, a série "incita o ódio anti-israelense" e não tem nenhuma relação com a realidade.

Um porta-voz do ministério turco das Relações Exteriores, consultado pela AFP, se negou a comentar a reação israelense.

O jornalista muçulmano Hakan Albayrak, assessor dos produtores da série, defendeu seu conteúdo.

"Por quê as cenas de matança seriam exageradas? Não se pode falar de um Estado que cometeu matanças?", perguntou Albayrak, em declarações à rede CNN-Turk. 

Judeus religiosos ganham força no Exército de Israel

Unidades que um dia se orgulharam de serem seculares lutam cada vez mais 'guerras de Deus'.

O Exército israelense está mudando. As unidades de combate que um dia se orgulharam de ser seculares estão agora povoadas por opiniões de que as guerras de Israel são guerras de Deus.

Rabinos estão se tornando cada vez mais poderosos nas forças armadas, e cadetes religiosos são treinados para se tornar parte da elite militar.  

Códigos morais

Muitos cadetes religiosos vivem em assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Se as negociações de paz na região avançarem, Israel um dia terá que retirar a maioria dos colonos dessa região. Se isso acontecer, há dúvidas sobre se os soldados religiosos respeitarão as ordens de seus comandantes, indo contra suas crenças.

Mas líderes militares discordam dessa visão.

O general Eli Shermeister, coordenador de educação do Exército israelense, diz que o código moral do Exército é claro e que a organização exige que os soldados se comportem de acordo com essas regras.

Ninguém, segundo ele, pode criar outro código moral, e apenas os comandantes controlam seus soldados.

O dia-a-dia dos soldados israelenses consiste principalmente de patrulhar áreas civis em Gaza, na Cisjordânia e também em Jerusalém Oriental.

Qualquer influencia sobre as atitudes dos militares é de extrema importância. A forma como encaram os palestinos que vivem nessas áreas, e quem influencia essas visões, pode determinar o uso que fazem de seu poder e de suas armas.  

 

Video de Guilad Shalit

Video no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=k2AxEmMDJL0

E a traducao do que ele diz:
"Eu sou Gilad, filho de Aviva e Noam Shalit, irmão de Hadas e Yoel, que vivem em Mitzpe Hila. O número da minha carteira de identidade é 300097029. Hoje é segunda-feira, 14 de setembro de 2009. Como vocês podem ver, eu tenho em minhas mãos a edição de hoje do jornal Palestina, de 14 de setembro de 2009, publicado em Gaza. Eu leio os jornais à procura de notícias sobre mim. Espero encontrar algum tipo de informação que aponte para a minha iminente libertação e volta. Eu tenho esperado e mantido a esperança por muito tempo pelo dia em que serei libertado.
Espero que a gestão atual, encabeçada por Binyamin Netanyahu, não desperdice esta oportunidade para alcançar um acordo, e que como resultado eu possa finalmente realizar o meu sonho e ser libertado. Quero enviar meus cumprimentos à minha família e lhes falar que eu os amo e sinto muita falta deles, e rezo pelo dia em que eu os verei novamente.
Pai, Yoel e Hadas, vocês se lembram do dia em que vocês vieram me visitar na minha base nas Colinas do Golan, no dia 31 de dezembro de 2005, que se eu não me engano, é conhecida como Revaiá Bet? Nós fomos dar um passeio ao redor da base e vocês tiraram fotos minhas sobre o tanque Mercavá, e sobre um dos antigos tanques situados na entrada para a base. Então nós fomos até um restaurante em um das aldeias drusas e, no caminho, tiramos fotos uns dos outros à beira da estrada com o Monte Hermon coberto de neve ao fundo. Quero lhes falar que me sinto bem em termos de saúde, e que os Mujahidin das Brigadas Iz-al-Din-al-Qassam estão me tratando muito bem. Muito obrigado e adeus".


Fé  aproxima judeus, muçulmanos e cristãos em Israel

segunda-feira, setembro 21, 2009

Uma associação interreligiosa de Israel vem reunindo judeus, muçulmanos, cristãos e drusos para discutir valores éticos comuns a essas crenças, apesar das radicais diferenças políticas entre israelenses e palestinos. Formada em 2001, a Associação para o Encontro Interreligioso congrega cerca de duas mil pessoas de diversas partes de Israel e dos territórios da Autoridade Palestina em 20 grupos de discussão de temas religiosos e atividades culturais. “Acreditamos que o diálogo interreligioso pode ser uma poderosa ferramenta para a construção da paz” diz Yehuda Stolov, judeu ortodoxo de Jerusalém para quem a política não é alternativa para a reconciliação entre israelenses e palestinos. “Nossa idéia é unir as pessoas em outra perspectiva, buscando melhorar a qualidade de vida de todos”.

Tecnologia e Tzedaká

segunda-feira, setembro 21, 2009

Uma ação inovadora de marketing em Israel monta uma mesa de jantar para 200 mil pessoas em uma praça de Tel Aviv e convida as pessoas o doarem dinheiro via SMS para entidade que combate a fome. O anuncio diz: “Ofereça uma refeição para 200 mil pessoas durante as festa ou doe alimentos via sms 2255 ou visite www.latet.co.il”. A criação do anuncio é de Shalmor Avnon Amichay da agência Y&R Interactive de Tel Aviv.

Relatório Goldstone: um estudo do preconceito – por Giora Becher

segunda-feira, setembro 21, 2009

Israel está desapontado com o relatório publicado em 15 de setembro de 2009 pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU), que descreve injustamente a defesa de Israel de seus cidadãos como crimes de guerra, enquanto ignora a estratégia deliberada do Hamas de executar suas ações entre sua população civil.

Ao lançar dúvidas à  motivação de Israel sobre lançamento de sua operação contra o Hamas, o relatório desconsidera os oito anos de bombardeios constantes de 12 mil foguetes contra o país, e questiona os direitos de Israel de proteger seus cidadãos. O relatório culpa Israel até por ter sido atacado por mísseis, chamando os ataques de “represálias”.

Consequentemente, a mensagem enviada por esse relatório para a nova ordem mundial é “o terrorismo vale a pena”. Entretanto, Israel não ficou surpreso. O Relatório Goldstone é, mais do que qualquer outra coisa, uma declaração política e não uma análise legal dos fatos. Quando o CDHNU, que tem um mandato para lidar com todas as questões de direitos humanos no mundo, dedica mais tempo a Israel do que todos os outros países onde há problemas, isso pode ser não mais do que uma agenda organizada por motivos políticos e não profissionais.

Em seu zelo para denegrir Israel, o CDHNU já chegou ao ponto de produzir um documento que mina todas as outras democracias que estão lutando para se defender de ataques terroristas. Mas o que mais pode ser esperado de um conselho cujos membros incluem renomados guardiões dos direitos humanos, como Cuba, Arábia Saudita, Nicarágua, Paquistão, Qatar etc?

E não deve ser nenhuma surpresa que o mandato designado pelo conselho em relação à Missão Goldstone tenha sido unilateral e preconceituoso. Nele, o CDHNU “condenou fortemente a operação militar israelense (…) a qual resultou em violações maciças dos direitos humanos”, e enviou uma missão para investigar todas as violações das leis internacionais de direitos humanos, e leis humanitárias internacionais pelo poder de ocupação, Israel, contra o povo palestino. Além de não fazer nenhuma menção de quaisquer violações por parte dos palestinos, o relatório estabeleceu primeiramente a culpa de Israel e depois enviou Goldstone para obter provas.

Israel pode se confortar com o fato de que os membros minoritários do CDHNU — países como Suíça, Canadá, Coreia, Japão e outros membros da União Europeia — se recusaram a apoiar a resolução politicamente motivada de estabelecer a Missão. Muitos líderes de direitos humanos no mundo, incluindo Mary Robinson, se recusaram a chefiar a Missão, porque esta era, em suas palavras, “guiada não por direitos humanos, mas pela política”.

Os quatro membros indicados pelo CDHNU para tomarem parte da Missão declararam publicamente a opinião de que Israel é culpado, mesmo antes do relatório. Isso sobressai nas duas cartas publicadas por Christine Chinkin, membro da Missão, durante os combates em Gaza, onde acusou Israel de “violações repetidas dos direitos humanos internacionais” e declarou que “os bombardeios de Gaza por Israel não são autodefesa, e sim crime de guerra”.

Até o presente momento, Israel já iniciou investigações em mais de 100 alegações sobre a conduta de suas forças durante a Operação em Gaza. A maior parte das investigações foram encerradas porque não havia bases para as alegações. Entretanto, 23 investigações criminais foram iniciadas e ainda estão em curso.

Este então é o momento apropriado para clarificar a questão e fornecer apoio para os estados democráticos legalmente engajados em sua autodefesa contra entidades terroristas. Israel tem o direito e a obrigação de proteger seus cidadãos, e continuará a fazê-lo, enquanto respeita inteiramente as leis internacionais.

Morre Assaf Ramon, o piloto filho do Astronauta israelense

O piloto de caça Assaf Ramon foi sepultado segunda-feira no cemitério Nahalal, um dia depois de morrer num acidente durante exercício de treinamento sobre as colinas de Hevron. Ele foi enterrado ao lado de seu pai, o astronauta israelense Ilan Ramon que morreu a seis anos na explosão do ônibus espacial Columbia. Assaf foi levado ao seu lugar de descanso final por seis de seus colegas pilotos. Ele se formou em primeiro lugar no curso de pilotos apenas três meses antes do acidente fatal.

“Eles prometeram cuidar de você” disse Rona que é a mãe de Assaf em frente ao seu túmulo. Agora você cuidará do seu pai. “Eu sei que o seu pai o está observando e abraçando você agora”. “Este deveria ser o meu lugar, esta seria a minha sepultura. Se espera que fosse você que iria me enterrar aqui, velha e feliz com um milhão de netos e netas” disse ela. Adi que era a namorada de Assaf também estava lá assim como seus dois irmãos mais novos, Tal e Yiftach. Os dois recitaram o Kaddish, a oração tradicional dos enlutados judeus sobre o túmulo do seu irmão. Shlomo Artzi cantou o “Melech Haolam” quando o funeral se aproximava do fim.

Presidente Shimon Peres elogiou Assaf no funeral. “Hoje Israel baixa a sua bandeira, hoje um povo inteiro está chorando sobre o filho que caiu” declarou Peres. “Não pouse a tua mão sobre esse rapaz”: Essas foram as palavras da oração silenciosa que fiz quando coloquei o emblema com as asas sobre o peito desse excepcional piloto durante a formatura de Assaf há apenas três meses atrás”, continuou o presidente. O Major-General da Força Aérea Ido Nehushtan transmitiu suas condolências à família de Ramon. “Hoje somos todos somos uma mesma família. Em nossos corações, nós abraçamos Rona, Tal, Yiftah e Noa”, ele afirmou.

O novo filme de Quentin Tarantino e a reação judaica

sábado, setembro 19, 2009

Quentin Tarantino diz que a parte mais importante de sua primeira visita a Israel é avaliar a reação do público judeu de seu último filme. “Bastardos Inglórios” conta a história fictícia de um grupo de soldados judeus americanos da Segunda Guerra Mundial, cujo objetivo é matar nazistas responsáveis pelo Holocausto.

Tarantino, que também escreveu o roteiro do longa, defendeu seu trabalho de ficção histórico e chamou o banho de sangue de seus personagens como um novo ramo de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. “Para mim, os tabus são feitos para serem quebrados. Eles são destinados a serem empurrados”, disse Tarantino nesta terça-feira (15) em uma conferência de imprensa antes da estréia do longa.

O polêmico cineasta disse que queria criar uma história de aventura, em vez de trazer uma inspiração ocidental. O filme nenhum um pouco ortodoxo mostra o universo alternativo em que toda a liderança do Partido Nazista é brutalmente assassinada em uma única noite. “Eu o estarei vendo pela primeira vez em um cinema israelense. Eu o estarei vendo pela primeira vez com um público israelense”, disse Tarantino.

“Eu estou interessado em ver o seguinte: ‘o trabalho de suspense aqui funciona como em outro lugar?” Tarantino estava acompanhado do produtor Lawrence Bender e um de seus atores principais, Christoph Waltz, que interpreta um coronel apelidado de “O Caçador judeu”. O grupo também visitou o Museu do Holocausto de Jerusalém.

Bender, que tem colaborado com Tarantino em diversos outros projetos como “Pulp Fiction” e “Kill Bill”, foi o primeiro judeu a ler o roteiro após Tarantino ter concluído o projeto. “Eu disse a ele, como fã, eu te agradeço. Como produtor, eu te agradeço. Como um membro da tribo judaica, eu te agradeço”, disse Bender.